DIY : Ao vivo na web desde 2008 – andredeak – Medium

Lá em 2008, há dez anos, a web ainda era praticamente mato. Na época, fizemos uma proposta de transmitir ao vivo um evento, o Café Filosófico do Instituto CPFL, a partir de um notebook, em Campinas. Era a primeira vez que o programa, que vai ao ar na TV Cultura, em São Paulo, seria transmitido ao vivo. Era tão impossível fazer isso naquela época, que até deu certo.

A operação para isso não era simples: era preciso montar um servidor de streaming, receber o sinal da mesa de corte em uma placa de vídeo, passar para o computador, e enviar o sinal para o servidor distribuir. E colocar um player no site que “lesse” a transmissão online. Se muita gente entrasse ao mesmo tempo, o servidor caía, não aguentava tantas conexões simultâneas. Então você torcia que as pessoas vissem, mas não torcia muito.

Daí veio banda larga e os sistemas online de transmissão livestream.com , ustream.com, só pra ficar nos dois mais famosos naquele começo. Não tinha YouTube ou Facebook fazendo isso. Esses sites faziam a distribuição, você apenas enviava o sinal pra eles e fazia o “enxerto”, o embed da sua transmissão no seu site — ou em qualquer site.

Mais recentemente é que ficou muito, muito simples mesmo fazer isso. Ainda usamos uma placa de captura (no nosso caso, a AverMedia, mas já usamos BlackMagic, e no começo era a velha PCMCIA…). E agora existe o Wirecast, o melhor programa de corte e transmissão simultânea para Facebook e YouTube.

Mas se hoje fazemos transmissões para dezenas de milhares de pessoas, com equipes enormes de captação de imagem, também já fizemos versões de baixo orçamento, baseada em dicas valiosas do pesquisador Fábio Malini, com câmeras de segurança e sistemas de vigilância de edifícios para fazer o corte no controle remoto. Custo total, com 5 câmeras, notebook e equipamentos todos, menos de R$ 5 mil… Quem quer o seu próprio Roda Viva? 🙂

Cortella, Karnal e Pondé em palestra com mais de 50 mil pessoas simultâneas online. Mais que o jogo pirata do Palmeiras que passava ao mesmo tempo…

Hoje já fizemos mais de 450 transmissões online. Nós, digo, eu, Felipe Lavignatti e a equipe volante do Liquid Media Lab que nos acompanha por tantos anos, e é muita gente pra citar aqui (mas vai um abraço!).

Não é nosso negócio: nosso negócio é inovação. Realidade Virtual. Realidade Aumentada. Transmissão ao vivo em realidade virtual… Experimentações com drones, com grafitti de realidade aumentada. Misturas de linguagens. Gostamos de testar tudo isso e de ensinar depois como fazer. Mas 10 anos de live stream é uma marca bacana, por isso o registro.

Fica aqui o agradecimento especial ao Instituto CPFL, e toda a equipe de lá, gente que topou embarcar lá atrás nessa aventura de novas tecnologias. Hoje, toda sexta-feira, tem café filosófico ao vivo no YouTube e no Facebook. São cerca de 215 mil assinantes em cada canal, quase 500 mil pessoas interessadas em filosofia, ao vivo, sexta-feira de noite. Não é pouco, e faz até a gente se sentir otimista, não é mesmo?

Filósofa Viviane Mosé fala sobre educação, e enche o auditório numa sexta-feira de noite, e traz milhares de pessoas online pra vê-la ao vivo. Agosto de 2018.

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